sábado, 12 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Símbolos do curso de Letras





Normalmente o curso de Letras é representado por uma coruja, símbolo da sabedoria que representa também outras licenciaturas, como a pedagogia. Na Grécia Antiga, a coruja era a ave preferida da deusa protetora das atividades filosóficas e literárias, representando o conhecimento racional e a capacidade de reflexão.

Entretanto, entre os símbolos, encontramos também a flor-de-lis.

O símbolo nasceu com Luís XVII, adotando a íris como seu emblema durante as Cruzadas, o nome evolui de "fleur-de-louis" para flor-de-lis. As três pétalas da flor representam a fé, a sabedoria e valor.

A flor-de-lis explica também a cor do curso, lilás. Então, pra quem esperava uma explicação mais interessante e profunda sobre a razão do curso de Letras ter o lilás como cor oficial, é simplesmente por causa da flor.

A pedra do curso (oficializada em decreto) é a Ametista, pois simboliza o equilíbrio, quesito fundamental na promoção do conhecimento. 
http://letrasfafibe.blogspot.com/2011/03/simbolos-do-curso-de-letras-normalmente.html
Ametista: esta pedra é a variedade roxa do quartzo. Até ao século XVIII, a ametista era tão valiosa quanto o diamante, mas com o passar do tempo o seu valor tornou-se inferior ao diamante.
Normalmente a ametista encontra-se na natureza sob forma de geodos que são pedras ocas revestidas internamente por cristais de quartzo ou ametista ou sob forma de drusas que são agrupamentos irregulares de cristais.
Curiosidade: Segundo a lenda, a ametista, foi criada quando o deus grego do vinho, Dionísio, ficou irritado com os homens e jurou lançar tigres contra o primeiro ser humano que cruzasse a sua frente. Uma mulher chamada Ametista, que se dirigia ao templo da deusa grega Diana, surgiu e foi atacada pelos tigres. A deusa Diana teve piedade da mulher e transformou-a num cristal, para que ela não sentisse mais dor. Arrependido, Dionísio derramou vinho sobre o cristal, tornando-o violeta.
http://pedrasperciosaseoutras.blogspot.com/2010/04/ametista-esta-pedra-e-variedade-roxa-do.html





DIREITOS HUMANOS EM QUESTÃO
O caráter universalizante dos direitos do homem (…) não é da ordem do saber teórico, mas do operatório ou prático: eles são invocados para agir, desde o princípio, em qualquer situação dada.
François JULIEN, filósofo e sociólogo.
Neste ano, em que são comemorados os 63 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, novas perspectivas e concepções incorporam-se à agenda pública brasileira. Uma das novas perspectivas em foco é a visão mais integrada dos direitos econômicos, sociais, civis, políticos e, mais recentemente, ambientais, ou seja, trata-se da integralidade ou indivisibilidade dos direitos humanos. Dentre as novas concepções de direitos, destacam-se:
  • a habitação como moradia digna e não apenas como necessidade de abrigo e proteção;
  • a segurança como bem-estar e não apenas como necessidade de vigilância e punição;
  • o trabalho como ação para a vida e não apenas como necessidade de emprego e renda.
                                                                      Van Gogh. Café Noturno.

“Ao lermos, se estamos descobrindo a expressão de
outrem, estamos também  nos revelando, seja para nós
mesmos, seja abertamente. Daí por que a troca de idéias
nos acrescenta, permite dimensionarmo-nos melhor,
esclarecendo-nos para nós mesmos, lendo nossos
interlocutores. Tanto sabia disso Sócrates como o sabe o
artista de rua: “conversando também conheço o que é que
eu digo”.
Recepção e interação na leitura. In: Pensar a leitura:
complexidade. Eliana Yunes (Org). Rio de Janeiro: PUCRio; São Paulo: Loyola, 2002, p. 105 (com adaptações).
Autopsicografia 
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
F e r n a n d o   P e s s o a .   A u t o p s i c o g r a f i a.  I n:
Obra completa. Porto: Lello & Irmãos, 1975, p. 255

Canção
 Nunca eu tivera querido
Dizer palavra tão louca:
bateu-me o vento na boca,
 e depois no teu ouvido.
Levou somente a palavra,
 Deixou ficar o sentido.
O sentido está guardado
 no rosto com que te miro,
neste perdido suspiro
que te segue alucinado,
 no meu sorriso suspenso
como um beijo malogrado.
 Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
 e eu sei que ela se vê bem...
Só se aquele mesmo vento
fechou teus olhos, também.
Cecília Meireles.  Poesias completas.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993, p. 118.

domingo, 23 de outubro de 2011




Epitáfio

Titãs

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...