sábado, 12 de novembro de 2011

Porquinho-da-Índia





Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.

Manuel Bandeira


MADRIGAL TÃO ENGRAÇADINHO

Teresa, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na
minha vida, inclusive o porquinho-da-índia que me
deram quando eu tinha seis anos.





O "X" da questão

A tabela diz tudo: quanto mais se estuda,
maior é o salário 
e menor é a taxa de
desemprego
A notícia é das melhores para quem está investindo na própria educação. Os salários das pessoas que conseguem chegar ao topo da formação escolar no Brasil já são equivalentes aos rendimentos obtidos por americanos e europeus com o mesmo grau de qualificação. Para o pessoal que parou no meio do caminho, atenção. A distância entre a remuneração dos sem-diploma e dos com-diploma está gigantesca, como mostra o quadro acima. O salário do trabalhador com ensino médio é superior ao dobro dos vencimentos de quem só tem o ensino fundamental. As médias salariais dos universitários diplomados são cinco vezes maiores (isso mesmo, cinco vezes) do que os salários de quem parou no ensino médio. E os que conseguem um título de doutor ou concluem um MBA chegam a garantir um contracheque duas vezes mais gorducho que o daqueles que interromperam a formação depois de obter o diploma da faculdade. 
O emprego para o pessoal sem qualificação está desaparecendo. O quadro coloca essa situação em números. Entre os universitários, a taxa de desemprego é de 3%, ou seja, padrão de economia americano. Para quem não acabou o ensino médio é de 13%, o dobro da média brasileira. Foi-se o tempo em que as montadoras, a construção civil e o setor de serviços conseguiam absorver levas de trabalhadores sem qualificação. As linhas de montagem exigem profissionais cuja formação seja suficiente para aprender a lidar com robôs. Nos canteiros de obras, os operários da construção precisam lidar com trenas eletrônicas. As grandes redes de hotéis querem camareiras prontas para enfrentar programas de treinamento em inglês, uma vez que boa parte dos clientes vem de fora. "Não dá mais para se comunicar por mímica", diz Vera Costa, diretora da rede de hotéis Accor. Detalhe: cinco anos atrás uma chefe de equipe de camareiras recebia em média 500 reais por mês. Hoje essa posição paga até 5.000 reais. O cargo era ocupado por profissionais experientes, mas sem escola. Agora é disputado por universitários.
O xis da questão é que a maioria dos brasileiros não está preparada para participar da festa do mundo globalizado. O país conseguiu avanços dignos de nota, mas ainda tem enormes desafios pela frente. Só 11% dos jovens em idade de freqüentar a universidade estão matriculados. É um padrão muito baixo até entre os vizinhos latinos. Na Argentina e no Chile esse índice é de 30%. Entre os trabalhadores brasileiros, 65% só chegaram até os primeiros quatro anos do ensino fundamental, que é concluído em oito anos. "Os países estão produzindo riqueza, gerando inovações", diz o economista José Alexandre Scheinkman, de Princeton. "E inovações são geradas por gente educada", completa.
As nações que já enfrentaram o desafio têm lições importantes a oferecer. Trinta anos atrás, a Irlanda era um dos países mais pobres da Europa. Vários governos seguidos mantiveram-se fiéis a um mesmo programa de metas e injetaram volumes pesados de dinheiro no sistema educacional. Em meados da década de 90, os irlandeses começaram a colher os primeiros frutos. Empresas se mudaram para o país, entre outros fatores, por causa da mão-de-obra qualificada. A Coréia do Sul, a Nova Zelândia e a Espanha também já foram primos pobres do mundo globalizado. O investimento em educação foi um ingrediente fundamental do sucesso alcançado por todos.
http://veja.abril.com.br/140201/p_068.html





                                                                                            Vermeer


Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa

Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino

Retrato de uma princesa desconhecida (Sophia Mello Breyner Andresen)


“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
(Cora Coralina)




"A imaginação é mais importante que o saber."
 
(Albert Einstein)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Símbolos do curso de Letras





Normalmente o curso de Letras é representado por uma coruja, símbolo da sabedoria que representa também outras licenciaturas, como a pedagogia. Na Grécia Antiga, a coruja era a ave preferida da deusa protetora das atividades filosóficas e literárias, representando o conhecimento racional e a capacidade de reflexão.

Entretanto, entre os símbolos, encontramos também a flor-de-lis.

O símbolo nasceu com Luís XVII, adotando a íris como seu emblema durante as Cruzadas, o nome evolui de "fleur-de-louis" para flor-de-lis. As três pétalas da flor representam a fé, a sabedoria e valor.

A flor-de-lis explica também a cor do curso, lilás. Então, pra quem esperava uma explicação mais interessante e profunda sobre a razão do curso de Letras ter o lilás como cor oficial, é simplesmente por causa da flor.

A pedra do curso (oficializada em decreto) é a Ametista, pois simboliza o equilíbrio, quesito fundamental na promoção do conhecimento. 
http://letrasfafibe.blogspot.com/2011/03/simbolos-do-curso-de-letras-normalmente.html
Ametista: esta pedra é a variedade roxa do quartzo. Até ao século XVIII, a ametista era tão valiosa quanto o diamante, mas com o passar do tempo o seu valor tornou-se inferior ao diamante.
Normalmente a ametista encontra-se na natureza sob forma de geodos que são pedras ocas revestidas internamente por cristais de quartzo ou ametista ou sob forma de drusas que são agrupamentos irregulares de cristais.
Curiosidade: Segundo a lenda, a ametista, foi criada quando o deus grego do vinho, Dionísio, ficou irritado com os homens e jurou lançar tigres contra o primeiro ser humano que cruzasse a sua frente. Uma mulher chamada Ametista, que se dirigia ao templo da deusa grega Diana, surgiu e foi atacada pelos tigres. A deusa Diana teve piedade da mulher e transformou-a num cristal, para que ela não sentisse mais dor. Arrependido, Dionísio derramou vinho sobre o cristal, tornando-o violeta.
http://pedrasperciosaseoutras.blogspot.com/2010/04/ametista-esta-pedra-e-variedade-roxa-do.html





DIREITOS HUMANOS EM QUESTÃO
O caráter universalizante dos direitos do homem (…) não é da ordem do saber teórico, mas do operatório ou prático: eles são invocados para agir, desde o princípio, em qualquer situação dada.
François JULIEN, filósofo e sociólogo.
Neste ano, em que são comemorados os 63 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, novas perspectivas e concepções incorporam-se à agenda pública brasileira. Uma das novas perspectivas em foco é a visão mais integrada dos direitos econômicos, sociais, civis, políticos e, mais recentemente, ambientais, ou seja, trata-se da integralidade ou indivisibilidade dos direitos humanos. Dentre as novas concepções de direitos, destacam-se:
  • a habitação como moradia digna e não apenas como necessidade de abrigo e proteção;
  • a segurança como bem-estar e não apenas como necessidade de vigilância e punição;
  • o trabalho como ação para a vida e não apenas como necessidade de emprego e renda.