quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Fotografar é conseguir captar o que existe atrás do que se vê com os olhos...é ver através de uma parede invisível...."


Pablo Picasso sobre a fotografia:

''Quando vemos o que pode ser expresso pela foto, 
nos damos conta de que tudo aquilo não pode mais ser 
preocupação da pintura... 
Por que o artista insistiria em realizar aquilo que, com a 
ajuda da objetiva, pode ser tão bem feito? 
Seria uma loucura, não? A fotografia chegou na hora certa 
para liberar a pintura de qualquer literatura, anedota e 
arte do tema. Em todo caso, um certo aspecto do tema 
pertence, daqui por diante, ao campo da fotografia... 
Não deveriam os pintores aproveitar sua liberdade reconquistada para fazer outra coisa? Seria muito curioso fixar fotograficamente, não as etapas de um quadro, mas suas metamorfoses. Talvez percebêssemos por quais caminhos o cérebro envereda para a concretização de seus sonhos. Entretanto, é realmente muito curioso observar que, no fundo, o quadro não muda, que a visão inicial permanece quase intacta, apesar das aparências. Muitas vezes vejo uma luz e uma sombra que pus no meu quadro e empenho-me em quebrá-las, acrescentando uma cor que crie um efeito contrário. Quando essa obra é fotografada, percebo que aquilo que havia introduzido para corrigir minha primeira visão desaparece, e que, definitivamente, a imagem dada pela fotografia corresponde a minha primeira visão, antes das transformações trazidas contra minha vontade.''

sábado, 24 de setembro de 2011





O PODER COGNITIVO DAS EMOÇÕES...

O PODER COGNITIVO DAS EMOÇÕES
Toda emoção tem seu valor cognitivo .As emoções negativas por exemplo tem sua própria classe de conhecimentos,elas teem razão EM SEU PRÓRPIO NÍVEL DE EXISTIR(“aquilo” sempre é injusto) elas se sustentam em seu próprio lado cognitivo:elas permitem ver o pior lado de uma coisa.
De modo que,sustentam e são capazes de provar que teem razão,de algum modo.
Podem desenvolver astúcia e adquirir conhecimentos, pra sobreviver,pra promover os seus fins(conversas,auto justificação interior etc).
Todas essas emoções negativas são inúteis ,cada uma LEVA SEU PRÓPRIO VENENO,(sentimentos de não ser bem tratado ,auto-compaixão,ressentimentos persistentes,muitas classes de ódios,aversões etc)
Algumas são muito maliciosas,convém RECONHECE-LAS e arranca-las de qualquer JUSTIFICATIVA DE SI.
A energia que se relaciona com suas manifestações se pode vincular com uma enfermidade.Por isso é preciso PRIVAR DE ALIMENTOS os estados negativos,deixando-os de aprova-los secretamente.
Existe um sabor (sutil),uma satisfação em sermos negativos...
O ódio é como um veneno de cobra,uma vez INJETADO só faz mal a nós e não ao outro!(traz danos a saúde como enfarto,hipertensão,gastrites etc)
Se ficarmos alimentado-as são contagiosas ,retornam mais fortes.
Descobrir o lado ABSURDO ISANO NEGATIVO DESTRUTIVO delas,derramar SOLVENTE sobre essas manifestações,sem nenhuma consideração,É O COMEÇO DE UM GRANDE TRABALHO INTERNO!
Pensamos que a emoção é criada em nós por algo EXTERIOR,quando na verdade ELA EXISTE DENTRO DE NÓS ..apenas buscamos sua expressão em algo que projetamos,para a justificarmos....
A LUTA deve começar na nossa mente!:
Descobrindo as emoções ligadas a certo tipo de pensar,certos pontos de vista...(o amor nos faz ver de um modo,o ódio..de outros)
Começando a separar as emoções do pensamento,elas terminarão sem receber da mente o alimento e enfraquecem!!!(manter o intelecto á parte e olhar as emoções...)
As emoções mais penosas resultam de sentimentos de INJUSTIÇA,

domingo, 18 de setembro de 2011

Filosofia e educação.


 Os aspectos essenciais da filosofia,especialmente sua compreensão como atividade racional visa dar ao ser humano conciência de sua condição no mundo e as relações entre filosofia  e educação podem assegurar um maior e melhor aprofundamento sobre os vários aspectos que dizem respeito aos processos educacionais em seus vários níveis. Por fim, passamos a compreender que para se fazer uma educação como consciente, é preciso refletir sobre seus mais diversos aspectos, optando de forma livre e objetiva pelos caminhos viáveis à sua transformação em atividade promotora do crescimento humano.
Material de apoio UNITINS/Letras 2008/1 pag. 43 e 44

Interação entre filosofia e educação


A relação entre filosofia e educação
Angela Maria da Silva *
A educação, como sabemos, é um processo que se desenvolve no decorrer de toda a vida do ser humano. O processo da educação formal, escolar, não é diferente no que se refere a este aspecto, porém é preciso que estejamos cientes que no espaço privilegiado da escola encontra-se o conhecimento teórico, o qual se diferencia do conhecimento espontâneo que encontramos fora do contexto escolar. A partir do momento em que começamos a freqüentar uma instituição escolar, buscamos nos apoderar de conceitos mais elaborados, lapidados e para isso contamos com o apoio dos educadores que possuem a responsabilidade de nos indicar o caminho a ser trilhado. Porém, é preciso salientar que a apropriação destes conceitos ou conhecimentos constitui-se em um processo de permanente desenvolvimento, que envolve educadores (professores) e educandos (alunos) na construção da aprendizagem. Esta construção se dá, então, nas relações estabelecidas entre professor e aluno que buscam o conhecimento racional. O conhecimento racional, submetido ao exame do nosso pensar e que é busca- do na escola, diferencia-se do conhecimento espontâneo, porque precisa de um método que conduza a compreensão do verdadeiro significado das coisas. Nesse sentido, a Filosofia, com certeza, é capaz de dar contribuições muito importantes, pois pode fornecer elementos que embasam os princípios metodológicos mais indicados para que os educadores construam com os educandos conhecimentos com bases sólidas. Ou seja, para que os participantes do processo ensino-aprendizagem elaborem conhecimentos baseados na curiosidade profunda acerca do mundo no qual estão inseridos. A Filosofia, através do debate, do diálogo, da reflexão, da problematização, da argumentação, leva o educador a descobrir que, com um método eficiente, é ca- paz de ajudar o educando a pensar e refletir e não apenas a reproduzir conheci- mentos prontos. É a partir de então que o educador percebe que é ensinando a perguntar, dialogar, argumentar e desvendar o que está além do superficial que ele constrói a verdadeira educação, aquela que, como diz Heidegger, vem à palavra e não apenas da palavra. A Filosofia, através do filosofar, estabelece, então, com a educação uma relação intrínseca capaz de resultar nos verdadeiros critérios, nos valores realmente importantes, nas perguntas e respostas essenciais para a construção do conheci- mento racional.
* Acadêmica do VII Nível do curso de Filosofia na Universidade de Passo Fundo -UPF/RS

.Id, Ego e Superego




Id: Uma das instâncias da teoria estrutural do aparelho psíquico. O Id que opera em nível inconsciente contém os impulsos instintivos que se originam na organização somática e ganham aqui expressão psíquica e também idéias e recordações que por serem insuportáveis ao indivíduo foram reprimidas.


Ego: É uma das três instâncias que Freud concebeu em um de seus modelos para explicar o funcionamento da mente humana. O ego é a parte organizada desse sistema que entra em contato direto com a realidade externa e através de suas funções tem capacidade de atuar sobre esta numa tentativa de adaptação


Superego: Uma das três instâncias da personalidade, que Freud concebeu em um dos modelos do aparelho psíquico. O superego é formado a partir das identificações com os genitores, dos quais ele assimila as ordens e proibições. Assume então o papel de juiz e vigilante, formando uma espécie de autoconsciência moral.

A atividade racional.



A atividade  racional é a capacidade humana do esforço intelectual para ordenar as coisas segundo normas e regras de pensamento e linguagem e  o raciocínio,  ou razão discursiva, é uma forma de conhecimento mediato, isto é, precisa percorrer um caminho para produzir o conhecimento. O raciocínio se dá de duas formas, que são interligadas, mas diferem entre si: dedução e indução.
O raciocínio dedutivo parte de uma lei, teoria ou hipótese geral da qual é possível tirar conclusões particulares. Diz-se, portanto, que a dedução vai do geral para o particular e que a indução percorre o caminho inverso, pois parte de casos particulares em busca de conceitos ou teorias gerais. A partir da observação dos casos particulares, na indução, buscam-se as características comuns em em cada situação específica, tendo em vista o reconhecimento de eventos que se retem com certa regularidade. A intuição, ao contrário do raciocínio, é uma forma de conhecimento imediato. isto é, uma compeensão global e instantânea de uma verdade, de um objeto, de um fato.
A ideologia para Marx, é um conjunto de ideias que servem para dissimular a realidade, justificando a visão de mundo, as concepções e valores do grupo social dominante, reproduzido pelas pessoas e grupos de outras classes sociais e que, para Gramsci, o papel das ideologias arbitrárias identifica-se  com a consepção marxista e serve para mascarar a realidade. Por outro ladao, as ideologias orgânicas promovem a unidade de um grupo social sobre os seus ideais, proporcionando a tomada de conciência. O ser humano possui tres dimensões em sua vida psiquica: id (inconciente , formado por instintos e impulsos), o superego (também inconciente é responsável pela censura ao id) e o ego (que é a parte consciente de nossa vida psíquica submetida aos desejos do id e às repressôes do superego).
Material de apoio UNITINS/Letras/2008/1. pag. 34

Ideologia e inconsciente

                                                                                                                                          Salvador Dali


A ideologia se assemelha a alguns aspectos do inconsciente psicanalítico. Há, pelo menos, três semelhanças principais entre eles:

1. O fato de que adotamos crenças, opiniões, idéias sem saber de onde vieram, se pensar em suas causas e motivos, sem avaliar se são ou não coerentes e verdadeiras;


2. Ideologia e inconsciente operam através do imaginário ( as representações e regras saídas da experiência imediata) e do silêncio, realizando-se indiretamente perante a consciência. Falamos, agimos, pensamos, temos comportamentos e práticas que nos parecem perfeitamente naturais e racionais porque a sociedade os repete, os aceita, os incute em nós pela família, pela escola , pelos livros, pelos meios de comunicação, pelas relações de trabalho, pelas práticas políticas. Um véu de imagens estabelecidas interpões-se entre consciência e a realidade.


3. Inconsciênte e ideologia não são deliberações voluntárias. O inconsciente precisa de imagens, substitutos, sonhos, lapsos, atos falhos, sintomas, sublimação para manifestar-se, ao mesmo tempo, esconder-se da consciência. A ideologia precisa das idéias-imagens, da inversão de causas e efeitos, do silêncio para manifestar-se os interesses da classe dominante, e escondê-las como interesse de uma única classe social.

CHAUÍ,MARILENA. Convite à Filosofia. Ed. Ática.13ªediçÃO. PAG 176